Onde estará o meu amor?
CONTINUAÇÃO IMEDIATA.
No andar de cima, Zac e Carter seguem completamente nervosos, trancados em um dos quartos. Eles se posicionam de frente para a porta, esperando qualquer movimentação suspeita.
Carter põe a mão em seus bolsos na procura do seu celular, porém não o encontra. Ele encara Zac.
CARTER — Ei, cadê o seu celular?
Zac procura em seus bolsos, porém também não o encontra.
ZAC — Droga! Ficou no outro quarto. (T) Vamos procurar alguma coisa. Não podemos ficar aqui parados sem fazer nada!
CARTER — Tipo o que?
ZAC — Eu sei lá! Alguma arma, faca… Algo que dê pra enfiar na jugular dele.
CARTER — Meio violento, não acha?
ZAC — Você prefere morrer sem lutar?
Carter assente com a cabeça e os dois começam a vasculhar todo o local atrás de alguma arma. Eles reviram tudo, mas sem sucesso.
ZAC — Que merda! Não acredito que vou morrer desse jeito. (T) Cara, você tem noção do que é morrer no armário?
Carter nega com a cabeça, meio pensativo. Eles se sentam na cama ao lado.
CARTER — Você não vai morrer aqui, Zac! (T) Eu não vou deixar.
Zac revira os olhos e em seguida encara Carter.
ZAC — Promete pra mim que vai procurar a Marta e se resolver com ela assim que sairmos dessa?
Carter faz menção de falar algo, porém pensa por alguns segundos. Ele suspira e encara Zac de volta.
CARTER — Eu não posso te prometer isso, Zac. (T) Eu não amo a Marta de verdade. Ela também não me ama. Você sabe!
ZAC — Amor se constrói!
CARTER — Não quando há desprezo pelo meio. Eu quero uma história saudável, com alguém que saiba o que quer. Alguém como/
De repente, um barulho ecoa do andar de baixo, assustando-os rapidamente. Eles param por uns segundos e ficam observando a porta, atentos.
Zac corre até a janela do quarto e tenta visualizar algo, até que ele nota o Encapuzado correndo ao longe, desaparecendo na neblina.
ZAC — Ele foi embora! Vamos sair daqui, Carter.
Carter assente com a cabeça e encara o outro rapaz.
CARTER — Tu é o cara mais forte que eu conheço, Zac. (T) Pode parecer que não, mas eu te admiro!
Zac solta um riso de canto e nega com a cabeça.
ZAC — Vamos deixar o sentimentalismo para depois, né? Precisamos sair daqui!
Carter sorri e eles vão até a porta, abrindo-a e saindo daquele cômodo. Eles caminham pelo longo corredor, até chegar perto do topo da escada, onde a sacada inicia.
De repente, eles ouvem passos e prestam atenção da direção onde estão vindo.
De forma brusca, a porta por trás deles se abre e o Encapuzado sai de lá furiosamente e ataca os dois, cortando o braço de Carter com o machado, fazendo-o cair sacada abaixo até parar no meio da sala, completamente desacordado. Zac se desespera.
ZAC — Seu filho da puta!
O assassino encara Zac e tenta acertá-lo diversas vezes com a lâmina. O rapaz se esquiva e vai recuando até chegar no topo da escada. Neste ponto, ele acerta um chute forte na perna do assassino e, num rompante, segura o cabo do machado e os dois iniciam uma guerra de força.
Enquanto isso, Zac age no impulso e puxa o assassino com toda sua força e ambos caem escada abaixo. Eles rolam até chegarem na sala.
Desnorteado, Zac tenta se levantar, mas ainda segue tonto pela queda. Ele olha ao seu redor e nota o corpo do assassino caído mais a sua frente, e logo em seguida o corpo de Carter desacordado.
Ele vai até o corpo do seu amigo e sente o ar quente sair de suas narinas. Zac balança o corpo do rapaz, mas sem sucesso.
ZAC — Carter! Carter, acorda, pelo amor de Deus!
E então ele levanta e se vira na direção do corpo do Encapuzado. Zac caminha lentamente, respirando fundo, e se abaixa até conseguir tocar seu gorro, retirá-lo, e revelar um rosto completamente desconhecido: cabelos em corte militar, barba por fazer, lábios carnudos, pele branca.
Zac fica surpreso e, de repente, se assusta quando o assassino acorda e segura forte em seu pescoço, na tentativa de enforcá-lo. O rapaz perde seu fôlego, mas encontra força para dar vários socos no assassino e conseguir se soltar. Zac começa a tossir e tenta se levantar, tombando algumas vezes no desespero.
Ele começa a caminhar até a saída dos fundos e aumenta os passos quando percebe o Encapuzado em seu encalço. Ele corre, passa pela porta dos fundos. O assassino está muito perto, com a lâmina do machado já suspensa para atingi-lo e, quando está muito perto da piscina, ouve um barulho bem forte. BOOM.
O machado cai no chão, ecoando o barulho do choque da lâmina.
Zac tem sua atenção roubada quando o barulho de corpos no chão ecoa. Ele joga seus olhos assustados até lá e nota Carter e o Encapuzado rolando até a piscina e iniciando uma luta corporal dentro da água. Ao fundo, um barulho de sirene ecoa.
Em poucos segundos, parte da água começa a ficar meio vermelha e Zac se desespera. Ele pula na piscina para ajudar Carter.
Neste momento, o assassino é mais rápido e consegue sair da piscina pelo outro lado, pulando algumas cercas e sumindo na neblina.
ZAC — Carter? Carter! Meu Deus!
Zac segura Carter para impedi-lo de afundar na água. Ele tenta o levar até a borda e finalmente consegue tirá-lo dali.
CARTER — Eu tô bem, cara! Ele só conseguiu esfaquear meu braço.
ZAC — Vem, vamos! A polícia tá chegando.
Zac coloca a cabeça de Carter em seu colo e respira fundo. Ambos estão machucados e assustados.
CORTA PARA:
As luzes dos carros de polícia e das ambulâncias refletem por todos os cantos da rua. Há ali um aglomerado de pessoas e repórteres tentando flagrar alguma cena ou conseguir alguma informação sobre o massacre ocorrido.
Sentado em uma das ambulâncias, Zac está de cabeça baixa, respira fundo. Ele lembra do que acabara de acontecer e principalmente do rosto desconhecido que viu por debaixo do capuz do assassino.
A atenção de Zac é puxada quando Carter passa por ele deitado em uma maca, dando “legal” com o dedo. O rapaz levanta e vai diretamente até o amigo, que está sendo colocado dentro de outra ambulância, e toca o ombro do paramédico.
ZAC — Eu posso ir na mesma ambulância que ele? Não quero o deixar sozinho. Acabamos de passar por… você sabe…
O paramédico confirma com a cabeça e Zac tenta subir, mas é impedido por um policial.
POLICIAL — Nós precisamos conversar!
ZAC — Estamos conversando há dias. E adivinha? Nada foi resolvido.
POLICIAL — Conseguiremos resolver se houver colaboração. Sabe/
ZAC — Eu vi o rosto dele. É um completo desconhecido. Eu nunca o vi antes!
POLICIAL — Consegue fazer um retrato falado?
ZAC — Não detalhadamente. Eu só lembro que ele tinha cabelos em corte militar, pouca barba… Parecia ter uma descendência árabe, não sei…
POLICIAL — Okay! Por hoje é só. Volto a entrar em contato depois, quando estiver descansado. (T) Mocinho, pode ficar tranquilo que tudo vai se resolver!
ZAC — Se a resolução for eu e minha família morrer das piores maneiras possíveis, eu vou acreditar!
De dentro da ambulância, Carter acha a situação engraçada e solta um riso. Zac faz negativa com a cabeça enquanto o policial dá as costas e sai.
ZAC — Babaca inútil!
Ele entra na ambulância, os paramédicos fecham as portas e o carro sai no mesmo momento.
CENA 02: HOSPITAL/ INTERIOR/ QUARTO DE CARTER/ NOITE.
A atmosfera do quarto de hospital é pesada, saturada com o cheiro de antisséptico e o bip rítmico dos monitores. Carter está sentado em uma das macas brincando com os próprios dedos em cima da sua coxa.
Porém tudo muda quando Zac entra devagar, fecha a porta e para aos pés da cama, observando o amigo na maca.
ZAC — Como você está, cara?
CARTER — Eu tô bem, mano. Só o corte no braço que dói um pouco, mas já me deram uma analgésico.
Zac suspira fundo e mexe no curativo de Carter com cuidado, querendo verificar como está.
CARTER — Foram apenas uns cortes superficiais. Ele tirou uma faca da cintura debaixo d’água, eu nem percebi…
ZAC — Nós escapamos por pouco hoje, hein? Se não fosse por você… Obrigado por salvar minha vida.
CARTER — Não foi nada! Qualquer um faria o mesmo.
Zac sorri e puxa uma cadeira para sentar ao lado da cama.
ZAC — Eu te julguei tão mal esse tempo todo…
CARTER — Eu não posso te culpar por isso, na verdade!
Zac solta uma risada e concorda com a cabeça.
ZAC — Não pode mesmo! (T) Me desculpa? Eu pensei muito no que você disse. Fui tão idiota por sentir as dores da Marta enquanto nem ela mesmo ligava… E olha só você aqui salvando minha vida!
CARTER — Da Marta eu só quero a amizade, cara. Eu cansei mesmo de sempre ir atrás dela. (T) Eu acho que de mim, nem isso ela quer!
ZAC — Você tem razão. A Marta não consegue ter amizade com caras héteros sem transar com eles!
Eles riem e se entreolham.
CARTER — Sabe do que eu preciso? (T) De um amor. De algo
Zac arqueia as sobrancelhas e faz menção de dizer algo, porém é completamente cortado quando Loreta, Josie, Marta, Morty e Cassie entram sem cerimônia. Os dois últimos complementamente desolados.
Muito preocupada, Loreta corre até Zac e Carter. Ela abraça seu filho com todas as forças.
LORETA — Meu Deus! Vocês estão bem?
ZAC — Es… estamos sim, mãe!
Ele olha para Morty e Cassie e vai até eles.
ZAC — Eu… eu sinto muito. Não conseguimos salvá-la.
Zac abraça Morty e Cassie. Eles choram juntos e desfazem o abraço.
CASSIE — Eu espero que ela tenha morrido rápido. Eu não aguento nem imaginar ela sentindo dor!
ZAC — Ela… ela foi pegar uma cerveja e… e disse que iria separar suas calcinhas e vibradores e… Ela morreu ouvindo Dumb & Poetic!
MORTY — Ela amava tanto a Sabrina Carpenter… Nós brigávamos o tempo inteiro porque eu sou fã da Olivia Rodrigo!
MARTA — Falando em burros, quadrúpedes… Você tá bem, Carter?
CARTER — Eu… eu tô bem! Foram apenas umas facadas no braço. Nada demais!
LORETA — Meu Deus, que perigo!
Marta dá um abraço em Carter, o acaba fazendo Zac soltar um riso sem graça. Josie, de longe com os braços cruzados, acaba percebendo. Ela finge que não percebeu.
Zac chega perto de Loreta e abraça ela. Ao finalizar, ele a encara, deixando a mãe confusa.
ZAC — Eu preciso conversar com você!
CENA 03: HOSPITAL/ INTERIOR/ CANTINA/ NOITE.
O ambiente está um pouco vazio. Ali é tudo branco, estéril e quase silencioso, caso não fossem os barulhos das geladeiras das bebidas.
Zac e Loreta estão sentados frente a frente em uma mesa pequena e redonda, enquanto seus cafés soltam fumaças, ao passo em que esfriam. Loreta toma um gole e encara seu filho.
LORETA — E então, meu filho? O que você quer conversar?
Zac está completamente frio e pálido. Nervoso, ele balança a perna em claro sinal de ansiedade. Ele morde seu lábio superior e respira fundo.
ZAC — Eu… mãe…
Loreta segura sua mão e o encara, com um pequeno sorriso no rosto, balançando sua cabeça em sinal de encorajamento.
ZAC — Esse… esse ataque que eu e o Carter sofremos… É… me fez pensar tanto. Me fez pensar sobre minha vida. Sobre como eu quero e como eu preciso seguir de agora em diante.
Loreta segue prestando atenção nele.
ZAC — É muito difícil pra mim parar aqui em sua frente e despejar tudo… tudo isso… todo o motivo das minhas dezenas de inseguranças, dos meus milhares de medos que ninguém nunca… ousou decifrar!
LORETA — E o que você quer dizer com isso, meu amor?
ZAC — Eu quero dizer, mãe… É que sempre chega o momento em que nada mais importa… Agora eu estou com um machado mirado em mim. Mas e depois? Depois eu… eu ainda estarei vivo? E do que vai valer tudo isso, afinal?
Loreta segue o escutando.
ZAC — Droga! Eu enfrentei a morte há horas atrás pra chegar aqui e ficar com receio de te falar que… que eu…
LORETA — Que você gosta de meninos?
Neste momento, Zac fecha seus olhos e desaba completamente. Ele chora muito, como uma criança que precisa do colo da mãe.
Loreta se levanta e vai até ele. Ela se abaixa em sua frente e segura suas mãos, o olhando nos olhos com uma expressão completamente terna. Ele segue de olhos fechados.
LORETA — E o que tem de errado nisso? (T) Filho, não há nada que você possa fazer que me faça te amar menos.
ZAC — É que… tinha o pai. Ele nunca me apoiaria. E você sempre foi tão fechada por causa dele que… que eu…Ai, mãe, eu me senti tão mal!
LORETA — Eu estou aqui, meu filho. Apenas lembre disso. Eu estou aqui e continuo te amando da mesma forma!
Eles se levantam e se abraçam com muito carinho e respeito. Zac segue chorando muito.
Neste momento, o policial Jackson pigarreia para chamar a atenção dos dois. Loreta e Zac o encaram.
JACKSON — Me desculpe por atrapalhar o momento, mas eu preciso colher o depoimento do Zac. É verdade que você viu o rosto do assassino?
Zac limpa seus olhos marejados e assente com a cabeça.
JACKSON — Me acompanhe, por gentileza!
Os dois saem e Loreta permanece ali sozinha, abalada pelo momento anterior.
CENA 04: CEMITÉRIOS/ INTERIOR/ ÁREA DE VELÓRIO/ MANHÃ.
O sol nasce pálido sobre a cidade. A névoa cinza sobre o cemitério toma conta de tudo e transforma a atmosfera completamente. Está tudo muito triste e sufocante.
A voz monótona do padre ecoa pelo ambiente, em um discurso fúnebre sobre a brevidade da vida e de como Jenna e Sarah foram pessoas importantes para seus entes queridos.
Entre os presentes, Marta, Cassie, Zac, Morty, Josie e Carter formam um bloco de luto: seus rostos estão completamente pálidos, com lágrimas de traumas descendo pelas suas bochechas.
Enquanto a cerimônia prossegue, Loreta se afasta. Ela caminha devagar pelos ladrilhos do cemitério, envoltos de túmulos e jazigos monumentais altos, até chegar em uma área mais remota. Seus passos são lentos, pesados e ecoam o choque do salto no chão. E finalmente, ela chega onde queria: no túmulo de Victor. Ela encara aquelas pedras como se fossem o próprio homem. Loreta está completamente amargurada.
LORETA — Então é isso! Tua família está aqui sozinha enquanto você se diverte no inferno com o diabo. Será que teu dinheiro conseguiu te livrar do fogo eterno?
De repente, ela desaba por cima da pedra fria e chora desesperadamente. Ela esperneia e cospe várias vezes ali em cima.
LORETA — Teu filho quase morreu. Seu maldito! Desgraçado! Eu espero que você queime pela eternidade.
Após alguns segundos, ela se põe em completo silêncio. Mais alguns segundos e ela é despertada por um som aterrorizante: o atrito de metal pesado arrastando contra os ladrilhos. Uma grande sombra paira por detrás de Loreta e ela vira lentamente, já com muito medo, dando de cara com a figura encapuzada. Ele está quase imóvel, se não fosse por sua respiração. Um completo silêncio.
De repente, o assassino ergue a lâmina do machado, pronto para acertá-la, porém em um surto de adrenalina e defesa, ela o acerta com um chute e corre, na mesma medida em que grita por socorro. Seus gritos ecoam entre as lápides e jazigos.
CORTA PARA:
No centro do velório, o grupo, em uníssono, começa a cantar uma música suave em homenagem às amigas. As vozes trêmulas tentam trazer paz a um momento de caos, ao mesmo passo que abafam os gritos de desespero de Loreta.
CORTA PARA:
Loreta corre desesperadamente, tentando tirar o assassino do seu encalço. Ela grita por socorro cada vez mais alto.
Após alguns segundos, ela se esconde atrás de uma estrutura maciça de pedra, com seu peito subindo e descendo freneticamente pela perseguição. Um silêncio completamente doloroso se instala, com a cantoria do velório bem longe.
Assim que ela decide sair do esconderijo para correr na direção do velório, o assassino ressurge em seu encalço, como uma sombra impossível de deixar para trás.
CORTA PARA:
No velório, a música finalmente termina. E o luto se transforma em pesadelo quando finalmente todos conseguem ouvir os gritos distantes de desespero de Loreta.
ZAC — MÃE!
Eles correm desesperados em busca da mulher.
CORTA PARA:
Loreta corre incansavelmente, mas os ladrilhos são traiçoeiros e acaba a deixando mais lenta. Neste momento, o brilho da lâmina do machado corta o ar e atinge sua perna direita em cheio, com uma força brutal. O som do osso se partindo é seco. Ela desaba, gritando e se contorcendo de dor.
O assassino se aproxima lentamente, pairando sobre Loreta, como se estivesse marcando seu território. A voz sai distorcida, mas cheia de um ódio antigo.
— Eu esperei a vida inteira por esse momento!
Sem dar chances para pedidos e súplicas, ele ergue o machado. Os golpes seguintes atingem o pescoço de Loreta com uma brutalidade implacável. Enquanto isso, ao longe, os gritos de Zac ecoam.
— MÃE! CADÊ VOCÊ?
Em um último golpe, o assassino finalmente consegue separar a cabeça do corpo de Loreta, fazendo as duas partes caírem no chão de forma desengonçada. Os ladrilhos estão completamente manchados de sangue.
CORTA PARA:
Zac, Josie, Marta, Cassie, Morty e Carter correm desesperados, gritando o nome de Loreta, entrando na parte antiga do cemitério. Zac lidera o grupo, com o coração batendo na garganta.
Eles param abruptamente. O horror é indescritível. Em cima do túmulo de Victor Mariz, o corpo de Loreta jaz imóvel, enquanto sua cabeça, separada do tronco, repousa como uma mensagem macabra deixada pelo carrasco. O grito de Zac corta a manhã, selando o destino trágico da família.
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